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A história não-contada: Como o iPhone revolucionou a indústria de telefonia

Assim que o ROKR entrou em produção, Jobs percebeu que ele teria que fabricar seu próprio telefone. Em Fevereiro de 2005, ele sentou-se com a Cingular para discutir uma parceria sem a Motorola. No cume da reunião secreta em um hotel de Manhattan, Jobs apresentou seus planos para um grupo de executivos de Cingular, incluindo Sigman. Jobs enviou uma mensagem em três partes para a Cingular: a Apple tinha a tecnologia para construir algo realmente revolucionário, “anos-luz à frente de qualquer outra coisa.” A Apple estava preparada para considerar um acordo de exclusividade para fechar o contrato. Mas a Apple também estava preparada para comprar minutos de conexão sem fio e tornar-se uma operadora de fato.

AT&T deu poderes sem precedentes a Steve Jobs

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Jobs tinha razão para estar confiante. Os engenheiros de hardware da Apple tinham trabalhando um ano em uma tecnologia touchscreen para um tablet e tinham convencido ele que poderiam construir algo semelhante para um telefone. Além disso, graças ao lançamento do chip ARM11, processadores de telefone eram finalmente rápidos e eficientes para processar funções de um telefone, um computador e um iPod. E os minutos de conexão sem fio tinham se tornado baratos o suficiente que a Apple poderia revendê-los aos consumidores; empresas como a Virgin estavam fazendo isso.

Sigman e sua equipe foram imediatamente tomados pela magia do iPhone. A estratégia da Cingular, como de outras operadoras, pedia que os consumidores usassem seus celulares mais e mais para acessar a Web. O serviço de voz estava morrendo; a guerra de preços cortou todas as margens. O iPhone, com sua prometida habilidade de baixar músicas e vídeos e surfar na web com Wi-Fi, poderia levar a um crescimento no número de consumidores de dados. E dados, e não voz, era onde a margem de lucros era vasta.

Além disso, a equipe da Cingular compreendia que o modelo de negócios wireless precisava mudar. As operadoras tinham se acostumado a tratar as suas redes como recursos preciosos, e celulares como acessórios inúteis. Essa estratégia funcionou bem. Ao subsidiar a compra de aparelhos baratos, as operadoras tornaram simples o processo de contratos – e os consumidores ficavam presos em longos períodos que garantiam uma receita confiável. Mas o acesso a redes sem fio não eram mais um luxo; tinham se tornado uma necessidade. O maior desafio das operadoras não era mais achar novos clientes, e sim roubá-los das concorrentes. Simplesmente suborná-los com um aparelho barato não funcionaria. Sigman e seu time queriam fornecer aparelhos irresistíveis que não estariam disponíveis em nenhuma outra rede. Quem melhor que Steve Jobs para criá-lo?

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