26
Apr/10
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Porque não precisamos de um iPad…

Com o lançamento internacional do iPad se aproximando, e as centenas de vídeos que populam o youtube e podcasts, muitas pessoas devem se perguntar: será que eu não deveria comprar um iPad? Parece tão legal…

Porém, vamos refletir um pouco. O iPad foi bastante criticado no seu anúncio, devido a grande falta de recursos e de liberdade que ele possui. Ele não é um celular, nem é um netbook. Esse é justamente o marketing da Apple. O iPad não se encaixa em nenhuma categoria anterior. Então para quê eu deveria precisar de um dispositivo que nunca senti falta?

A resposta está justamente aí: não foi para você que a Apple fabricou o iPad. Se você está lendo esse artigo, existe uma grande chance disso ser verdade. Pois a Apple, não criou esse “iPod touch gigante” para quem gosta de gerenciar seus arquivos, instalar qualquer programa e testar drivers de vídeo. Isso não ficou claro para mim, até que as primeiras aplicações começassem a surgir. O iPad tem o mesmo propósito do Wii: enquanto todos os concorrentes estão brigando por uma fatia de mercado (os jovens e adultos ligados a tecnologia), existe outra fatia totalmente inexplorada (crianças e idosos). Pessoas que nunca tiveram contato com um computador antes.

É verdade. É possível que sua avó use o celular hoje em dia. Mas pergunte se ela já adicionou algum contato novo ou mandou um SMS. É atrás desse mercado que a Apple vem, através de uma interface fechada, limitada, trancafiada a sete chaves, porém intuitiva e simples de usar. Tudo que temos medo, é justamente aquilo que eles precisam.

Então se não for a sua avó que vai usar um iPad, para guardar as fotos de família, ou para ler uma receita de um assado, talvez seja sua filhinha. Hoje em dia, crianças ganham um celular cada vez mais cedo, e aprendem rapidamente como utilizar cada recurso do aparelho (para o bem, e para o mal). Então, vai chegar o dia em que sua filha ou seu filho vai pedir um computador, e com medo de você dar acesso a ele um mundo cheio de vírus, pornografia e violência, provavelmente você vai preferir um ambiente mais controlado. Um ambiente onde ele possa aprender com jogos interativos, e ao mesmo tempo navegar nas facilidades da web, e jogar batalha naval e ludo, simplesmente tocando com o dedo em um ícone na tela.

Claro, assim como o Wii, esse aparelho não está restrito a esse público. Muitos podem comprá-lo para ter idéia da experiência diferente. Porém, antes de reclamar de um aparelho que não é do jeito que você queria, imagine que talvez ele simplesmente não seja para você.

t+

8
Sep/09
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iTunes + CoverSutra: Script de Lançamento Automático

CoverSutra é uma aplicação para os fãs de música que gostam de informações visuais sobre o que está tocando. E vai mais longe, incrementa o iTunes com controles avançados e universais para acesso rápido. Esse post não é para falar do CoverSutra em si (no site deles dá para ver bastante coisa) mas sim na sua integração com o iTunes.

A capa do disco pode aparecer no desktop

A capa do disco pode aparecer no desktop

Quem já usou o programa, provavelmente percebeu que ele possui uma opção de iniciar automaticamente no login do sistema, e também possui a opção de iniciar o iTunes quando ele for aberto. Porém, sou adepto que alguns costumes os programas precisam aprender com o usuário, e não o usuário se adaptar às limitações do programa. Eu não queria deixá-lo aberto consumindo memória mesmo quando o iTunes não estivesse aberto, e também não queria precisar abrir o CoverSutra para iniciar o iTunes junto. A solução parecia simples, o iTunes deveria iniciar o CoverSutra. Porém como o iTunes não sabe quais plugins estão instalados, não existe essa opção nas suas preferências.

A solução final foi então escrever um Applescript que fizesse o trabalho. Segue abaixo o código fonte:

global itunesrunning
set itunesrunning to false

on idle

if application “iTunes” is running then
tell application “CoverSutra” to launch
set itunesrunning to true
end if

if itunesrunning is true then
if application “iTunes” is not running then
tell application “CoverSutra” to quit
end if
end if

end idle

Em seguida é necessário salvar o script como uma Aplicação (no menu Salvar Como…) e habilitar a opção “Stay Open” devido ao bloco “on idle”. Dessa forma quando o script rodar, ele vai esperar o sistema ficar razoavelmente livre para chamar o trecho de código.

Em seguida, basta deixar o script rodando sempre que o sistema operacional iniciar. Para isso vá em System Preferences > Accounts e escolha a sua conta e depois em Login Items adicione a seu script salvo em forma de aplicação.

Pronto, ao reinciar o sistema, o script vai rodar automaticamente e caso o iTunes esteja rodando, ele vai iniciar o CoverSutra em alguns segundos. A vantagem em relação a deixar o CoverSutra sempre aberto é o desempenho, que embora não seja grande, somando vários aplicativos, faz a diferença. Enquanto o CoverSutra em standby usa 40MB de memória, o script funciona com apenas 5MB.

É isso!

PS: Criando uma aplicação desse jeito, ela é automaticamente adicionada no Dock quando iniciada. Para evitar que isso aconteça e ela rode sempre em background basta clicar com o botão direito na aplicação > Show Package Contents > Contents e editar o Info.plist acrescentando a seguinte linha de código:

<key>NSUIElement</key>
<string>1</string>

14
Jul/09
0

A história não-contada: Como o iPhone revolucionou a indústria de telefonia

A demonstração não estava indo bem.

Novamente.

A hora avançava em uma das manhãs do outono de 2006. Quase um ano antes, Steve Jobs deu a quase 200 dos melhores engenheiros da Apple a tarefa de criar o iPhone. Ainda assim, na sala de reuniões da Apple, era claro que o protótipo era um desastre. Não eram apenas defeitos, simplesmente não funcionava. As ligações caíam com frequência, a bateria parava de carregar antes de ficar cheia, dados e aplicações se corrompiam e ficavam inutilizados. A lista de problemas parecia interminável. Ao final da demonstração, Jobs olhou para as doze pessoas na sala com um olhar penetrante e disse, “Nós não temos um produto ainda.”

O efeito era ainda pior do que uma das petulâncias de design de Steve Jobs. Quando o chefe da Apple gritava com a sua equipe, era assustador mas familiar. Dessa vez, a sua relativa calma era de tirar os nervos. “Foi uma das poucas vezes na Apple quando eu tive calafrios,” disse alguém que participou da reunião.

As consequências eram graves. O iPhone deveria ser a peça central da convenção anual da Apple, a Macworld, agendada para acontecer em poucos meses. Desde o seu retorno à Apple em 1997, Jobs usou o evento como showcase para lançar seus maiores produtos, e os admiradores estavam esperando por outro anúncio dramático. Jobs já havia admitido que o Leopard – a nova versão do sistema operacional da Apple – teve atrasos. Se o iPhone não estivesse pronto a tempo, a Macworld seria um fiasco, as críticas caíram sobre Jobs, e as ações da Apple poderiam sofrer.

27
Jun/09
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10 Coisas que Mac Switchers precisam saber

Antes de mais nada: “switcher” é aquele que troca de Sistema Operacional (ou de facção, dependendo de como você enxergue a coisa). Ou seja, Windows para Linux, Windows para Mac OS X, Linux para Mac OS X, etc.

Dito isto, acontece com freqüência que alguns switchers simplesmente não conseguem se adaptar às diferenças práticas existentes em cada SO, e acabam retornando ao seu sistema-materno. O intuito deste artigo é explicar algumas diferenças ideológicas e práticas entre o Windows e o Mac OS X, de forma a ajudar quem esteja migrando para este SO.

1. Botão Vermelho não é Fechar Aplicação

Botão vermelho para fechar janela

Botão vermelho para fechar janela

O botão vermelho (que possui um “X” quando o mouse está sobre ele) não funciona da mesma forma que o “X” do Windows — que por sinal estão em lados opostos da janela. Enquanto no Windows clicar no “X” fecha a aplicação, no Mac OS X, o botão vermelho fecha apenas a janela (exceto algumas poucas exceções).