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	<title>iCore &#187; celular</title>
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		<title>A história não-contada: Como o iPhone revolucionou a indústria de telefonia</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 17:39:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Sprint</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apple]]></category>
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		<category><![CDATA[celular]]></category>
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A demonstração não estava indo bem.
Novamente.
A hora avançava em uma das manhãs do outono de 2006. Quase um ano antes, Steve Jobs deu a quase 200 dos melhores engenheiros da Apple a tarefa de criar o iPhone. Ainda assim, na sala de reuniões da Apple, era claro que o protótipo era um desastre. Não eram [...]]]></description>
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<p>A demonstração não estava indo bem.</p>
<p>Novamente.</p>
<p>A hora avançava em uma das manhãs do outono de 2006. Quase um ano antes, Steve Jobs deu a quase 200 dos melhores engenheiros da Apple a tarefa de criar o iPhone. Ainda assim, na sala de reuniões da Apple, era claro que o protótipo era um desastre. Não eram apenas defeitos, simplesmente não funcionava. As ligações caíam com frequência, a bateria parava de carregar antes de ficar cheia, dados e aplicações se corrompiam e ficavam inutilizados. A lista de problemas parecia interminável. Ao final da demonstração, Jobs olhou para as doze pessoas na sala com um olhar penetrante e disse, &#8220;Nós não temos um produto ainda.&#8221;</p>
<p>O efeito era ainda pior do que uma das petulâncias de design de Steve Jobs. Quando o chefe da Apple gritava com a sua equipe, era assustador mas familiar. Dessa vez, a sua relativa calma era de tirar os nervos. &#8220;Foi uma das poucas vezes na Apple quando eu tive calafrios,&#8221; disse alguém que participou da reunião.</p>
<p>As consequências eram graves. O iPhone deveria ser a peça central da convenção anual da Apple, a Macworld, agendada para acontecer em poucos meses. Desde o seu retorno à Apple em 1997, Jobs usou o evento como showcase para lançar seus maiores produtos, e os admiradores estavam esperando por outro anúncio dramático. Jobs já havia admitido que o Leopard &#8211; a nova versão do sistema operacional da Apple &#8211; teve atrasos. Se o iPhone não estivesse pronto a tempo, a Macworld seria um fiasco, as críticas caíram sobre Jobs, e as ações da Apple poderiam sofrer.</p>
<p><span id="more-37"></span><strong>E o que a AT&amp;T iria pensar?</strong> Depois de um ano e meio de reuniões secretas, Jobs tinha conseguido finalmente negociar termos com a divisão wireless da gigante da telefonia (na época Cingular) para que ela fosse a operadora do iPhone. Em troca de cinco anos de exclusividade, 10% brutos das vendas de iPhones em lojas AT&amp;T, e uma pequena parcela na receita da loja iTunes, a AT&amp;T deu a Jobs poderes sem precedentes. Ele persuadiu a AT&amp;T em gastar milhões de dólares e milhares de horas de trabalho para criar um novo recurso, chamado de caixa de mensagens visual (visual voicemail), e reinventar o processo de ativação de celulares nas lojas que consumia tempo. Ele também conquistou um acordo único de porcentagem nas receitas, ganhando de maneira grosseira $10 por mês para cada conta de iPhone na AT&amp;T. Além disso tudo, a Apple mantinha o controle completo sobre o design, fabricação e marketing do iPhone. Jobs tinha conseguido o impensável: espremeu um acordo favorável de um dos maiores jogadores da competitiva indústria de telefonia móvel. Agora, o mínimo que ele poderia fazer era manter os prazos de entrega.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 386px"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2666/3721201574_2796f3c885.jpg" alt="Steve Jobs anuncia o iPhone" width="376" height="333" /><p class="wp-caption-text">Steve Jobs anuncia o iPhone</p></div>
<p>Para aqueles trabalhando no iPhone, os próximos três meses seriam os mais estressantes das suas carreiras. Discussões aconteciam rotineiramente nos corredores. Engenheiros, atrasados nas longas noites de programação, saíam, e só retornavam dias depois, após recuperar as horas de sono. Uma gerente de produtos bateu a porta do seu escritório tão forte que a maçaneta empenou e a trancou dentro. Foi necessário mais de uma hora de seus colegas e algumas pancadas com um taco de alumínio para libertá-la.</p>
<p>Mas ao final da maratona, poucas semanas antes da Macworld, Jobs tinha um protótipo em mãos para mostrar aos chefes da AT&amp;T. No meio de dezembro de 2006, ele encontrou-se com o chefe Stan Sigman em uma suíte de hotel em Las Vegas. Ele mostrou o iPhone e sua tela brilhante, seu browser poderoso e sua interface intuitiva. Sigman, um reservado texano deixou de lado suas tradições conservadoras de engenharia que permeavam as grandes companhias de telefonia dos Estados Unidos e disse do iPhone, &#8220;o melhor dispositivo que eu já vi.&#8221;</p>
<p>Seis meses depois, em 29 de Junho de 2007, começaram as vendas do iPhone. Na época, analistas estimaram que os consumidores devorariam 3 milhões de unidades até o fim de 2007, fazendo do iPhone o smartphone mais rapidamente vendido em todos os tempos. Ele é também sem dúvidas o aparelho mais lucrativo da Apple. A companhia arrecadava aproximadamente $80 dólares para cada iPhone de $399 vendido, e sem contar os $240 para cada contrato de 2 anos assinado na AT&amp;T. Nesse tempo, quase 40% dos compradores de iPhone eram novos consumidores da AT&amp;T, e o iPhone triplicou o volume de tráfego de dados da operadora em cidades como Nova Iorque e São Francisco.</p>
<p>Leia mais&#8230;</p>
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