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Apr/10
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Porque não precisamos de um iPad…

Com o lançamento internacional do iPad se aproximando, e as centenas de vídeos que populam o youtube e podcasts, muitas pessoas devem se perguntar: será que eu não deveria comprar um iPad? Parece tão legal…

Porém, vamos refletir um pouco. O iPad foi bastante criticado no seu anúncio, devido a grande falta de recursos e de liberdade que ele possui. Ele não é um celular, nem é um netbook. Esse é justamente o marketing da Apple. O iPad não se encaixa em nenhuma categoria anterior. Então para quê eu deveria precisar de um dispositivo que nunca senti falta?

A resposta está justamente aí: não foi para você que a Apple fabricou o iPad. Se você está lendo esse artigo, existe uma grande chance disso ser verdade. Pois a Apple, não criou esse “iPod touch gigante” para quem gosta de gerenciar seus arquivos, instalar qualquer programa e testar drivers de vídeo. Isso não ficou claro para mim, até que as primeiras aplicações começassem a surgir. O iPad tem o mesmo propósito do Wii: enquanto todos os concorrentes estão brigando por uma fatia de mercado (os jovens e adultos ligados a tecnologia), existe outra fatia totalmente inexplorada (crianças e idosos). Pessoas que nunca tiveram contato com um computador antes.

É verdade. É possível que sua avó use o celular hoje em dia. Mas pergunte se ela já adicionou algum contato novo ou mandou um SMS. É atrás desse mercado que a Apple vem, através de uma interface fechada, limitada, trancafiada a sete chaves, porém intuitiva e simples de usar. Tudo que temos medo, é justamente aquilo que eles precisam.

Então se não for a sua avó que vai usar um iPad, para guardar as fotos de família, ou para ler uma receita de um assado, talvez seja sua filhinha. Hoje em dia, crianças ganham um celular cada vez mais cedo, e aprendem rapidamente como utilizar cada recurso do aparelho (para o bem, e para o mal). Então, vai chegar o dia em que sua filha ou seu filho vai pedir um computador, e com medo de você dar acesso a ele um mundo cheio de vírus, pornografia e violência, provavelmente você vai preferir um ambiente mais controlado. Um ambiente onde ele possa aprender com jogos interativos, e ao mesmo tempo navegar nas facilidades da web, e jogar batalha naval e ludo, simplesmente tocando com o dedo em um ícone na tela.

Claro, assim como o Wii, esse aparelho não está restrito a esse público. Muitos podem comprá-lo para ter idéia da experiência diferente. Porém, antes de reclamar de um aparelho que não é do jeito que você queria, imagine que talvez ele simplesmente não seja para você.

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Oct/09
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Apple Store Brasil Finalmente Aberta!

Demorou um bocado, mas finalmente se concretizou. A Apple já vinha demonstrando um interesse crescente no mercado latino-americano, e agora finalmente a sua linha de produtos completa pode ser comprada a partir do site oficial.

Como assim? Antes não era possível? Não… antes tudo que tínhamos era uma lista de revendedores autorizados, onde poderíamos acessar o site ou ligar para a loja. Agora tudo pode ser feito diretamente no site da Apple, com as vantagens que os outros países também ganham: equipamentos personalizados, gravações a laser gratuitas nos ipods, descontos para estudantes e professores, frete grátis para compras acima de R$120 e parcelamento sem juros até 12 vezes.

Os preços, apesar de sempre caros para os padrões nacionais e de outras marcas, também são atraentes. O preço de um Mac novo caiu consideravelmente no decorrer do ano.

Bem-vinda a Apple Store Brasil, e aproveitem as vantagens.

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Jul/09
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A história não-contada: Como o iPhone revolucionou a indústria de telefonia

A demonstração não estava indo bem.

Novamente.

A hora avançava em uma das manhãs do outono de 2006. Quase um ano antes, Steve Jobs deu a quase 200 dos melhores engenheiros da Apple a tarefa de criar o iPhone. Ainda assim, na sala de reuniões da Apple, era claro que o protótipo era um desastre. Não eram apenas defeitos, simplesmente não funcionava. As ligações caíam com frequência, a bateria parava de carregar antes de ficar cheia, dados e aplicações se corrompiam e ficavam inutilizados. A lista de problemas parecia interminável. Ao final da demonstração, Jobs olhou para as doze pessoas na sala com um olhar penetrante e disse, “Nós não temos um produto ainda.”

O efeito era ainda pior do que uma das petulâncias de design de Steve Jobs. Quando o chefe da Apple gritava com a sua equipe, era assustador mas familiar. Dessa vez, a sua relativa calma era de tirar os nervos. “Foi uma das poucas vezes na Apple quando eu tive calafrios,” disse alguém que participou da reunião.

As consequências eram graves. O iPhone deveria ser a peça central da convenção anual da Apple, a Macworld, agendada para acontecer em poucos meses. Desde o seu retorno à Apple em 1997, Jobs usou o evento como showcase para lançar seus maiores produtos, e os admiradores estavam esperando por outro anúncio dramático. Jobs já havia admitido que o Leopard – a nova versão do sistema operacional da Apple – teve atrasos. Se o iPhone não estivesse pronto a tempo, a Macworld seria um fiasco, as críticas caíram sobre Jobs, e as ações da Apple poderiam sofrer.